Concurso Público para Docente
Por que < 5% das patentes universitárias geram receitas significativas?
📊 Bradley et al. (2013): Licenciamento representa fração minoritária de TT efetiva. Contratos P&D colaborativo transferem mais conhecimento tácito e constroem capacidades duradouras.
Bozeman (2000): “Movimento de know-how, conhecimento técnico, ou tecnologia de uma organização para outra.”
Transferível via documentos
Transferível via interação pessoal
Pré-requisito do receptor
⚠️ Efetividade: Medida não por transações formais, mas por absorção e geração de valor pelo receptor.
mindmap
root((Ecossistema<br/>de Inovação<br/>Tríplice Hélice))
Universidade Empreendedora
Missão 1: Ensino
Missão 2: Pesquisa
Missão 3: Desenvolvimento Econômico
Capitalização conhecimento
Patenteamento
NITs
Incubadoras
Spin-offs
Tensão ciência aberta vs apropriação
Empresa
P&D aplicado
Comercialização
Capacidade absortiva
Ativos complementares
Manufatura
Distribuição
Marca
Financiamento
Governo
Políticas públicas
CT&I
Industrial
Educacional
Financiamento
FINEP, CNPq
FAPITEC-SE
Regulação
Marco Legal CT&I
Lei de Inovação
Compras públicas
Interações Dinâmicas
Universidade assume papel empresa
Empresa investe em pesquisa básica
Governo age como empreendedor
Co-evolução institucionalgraph TB
N1[Nível 1:<br/>TECNOLÓGICO] --> N2[Nível 2:<br/>CAPACIDADES]
N2 --> N3[Nível 3:<br/>ORGANIZACIONAL]
N3 --> N4[Nível 4:<br/>RELACIONAL]
N1 --> D1[Transferência de<br/>conhecimento codificado<br/>Licenciamento patentes<br/>Baixa interação]
N2 --> D2[Desenvolvimento colaborativo<br/>Treinamentos, consultorias<br/>Média interação]
N3 --> D3[Mudanças estruturais<br/>Labs compartilhados<br/>Cátedras industriais<br/>Alta interação]
N4 --> D4[Confiança interpessoal<br/>Parcerias longo prazo<br/>Co-criação de valor<br/>Interação profunda]
style N1 fill:#003366,color:#fff
style N2 fill:#0066CC,color:#fff
style N3 fill:#00A859,color:#fff
style N4 fill:#FF8C00,color:#fffCorrelação positiva: Níveis superiores → Maior profundidade de interação → Maior apropriação mútua de valor
Perfil: Engajamento esporádico com indústria - Responde a oportunidades pontuais - Prioriza pesquisa acadêmica - Colaboração não sistemática
Prevalência: 30-40% dos pesquisadores
Perfil: Foco exclusivo em pesquisa básica - Resistem à aplicação industrial - Valorizam autonomia acadêmica - Publicação como objetivo primário
Prevalência: 20-30% (maior em ciências básicas)
Perfil: Equilibram sistematicamente pesquisa fundamental e aplicada - Colaborações de longo prazo - Publicam E patenteiam - Mentoria de pós-docs em projetos industriais
Prevalência: 25-35% (maior em engenharias)
Perfil: Criam proativamente spin-offs e patenteiam intensivamente - Capitalizadores de conhecimento - Múltiplas patentes e empresas - Redes extensas indústria-academia
Prevalência: 5-10% (concentrados em biotech, TICs)
Modalidades: - Exclusivo: Um licenciado, máximo retorno - Não-exclusivo: Múltiplos, difusão ampla - Territorial: Limitações geográficas
Estrutura de Pagamento: - Upfront (adiantamento) - Royalties (% vendas, tipicamente 3-10%) - Milestones (pagamentos por metas) - Mínimos garantidos
Limitação: < 50% patentes universitárias licenciadas (EUA)
Vantagens: - Transferência contínua conhecimento tácito - Ajustes iterativos durante projeto - Constrói capacidades duradouras na empresa
Formatos: - Pesquisa encomendada - Desenvolvimento conjunto - Consórcios multi-parceiros
Resultado: Valor superior a licenciamento puro
Quando usar: - Tecnologias radicalmente novas - Mercados embrionários - Conhecimento tácito crítico - Licenciamento inadequado
Participação ICT: - Equity (5-20% típico) - Royalties sobre tecnologias - Uso de infraestrutura
Taxa de Sucesso: 30-40% (sobrevivem 5+ anos)
Infraestrutura Compartilhada: - Laboratórios - Equipamentos - Serviços de apoio
Spillovers Geográficos: - Proximidade física facilita interações - Acesso a talentos (pós-graduandos) - Participação em seminários
Exemplo BR: Parque Tecnológico São José dos Campos (aerospace)
Jaffe et al. (1993): Patentes industriais citam desproporcionalmente patentes universitárias da mesma região, evidenciando localização geográfica de spillovers.
Fluxo de Conhecimento Tácito: - PhDs migram para indústria - Pós-docs como ponte - Professores em consultorias
Impacto: Transferência corporificada de expertise
Disseminação Aberta: - Resultados de pesquisa - Metodologias - Dados
Apropriação: Empresas com capacidade absortiva extraem valor
Construção de Confiança: - Relacionamentos interpessoais - Colaborações futuras - Circulação de ideias
Exemplo: Alumni networks de MIT, Stanford
Aglomeração Espacial: - Setores intensivos em conhecimento (biotech, eletrônica) se posicionam próximos a universidades - Maximizam absorção via: - Contratação pós-graduandos - Acesso a equipamentos - Interações informais
NITs como Organizações de Interface: Traduzem linguagens técnicas e comerciais, mediam expectativas, constroem confiança entre lógicas institucionais distintas.
Avanços: - Cooperação ICT-empresa regulamentada - NITs obrigatórios - Licenciamento de tecnologias - Compartilhamento de infraestrutura
Limitações: - Processos burocráticos - Insegurança jurídica sobre titularidade - Baixa flexibilidade
Simplificações: - ✅ Parcerias facilitadas - ✅ Pesquisadores podem participar spin-offs - ✅ Uso de infraestrutura laboratorial - ✅ Remuneração por inovação - ✅ Autonomia NITs
Operacionalização: - Procedimentos de valoração - Instrumentos de parceria - Ambientes de inovação - Bônus tecnológico
❌ Burocracia em contratação
❌ Backlog INPI (10 anos concessão)
❌ Escassez capital de risco para spin-offs
❌ Cultura baixa proteção IP
❌ Capacidades heterogêneas dos NITs
Funções (Lei 10.973/2004): - Zelar pela PI da instituição - Avaliar resultados de pesquisa - Negociar acordos de TT - Apoiar empreendedorismo acadêmico - Promover parcerias
Parceria: UFS + Petrobras (2018-2023)
Projeto: Otimização de processos de extração em águas profundas
Investimento: R$ 8,5 milhões (Petrobras 70%, FAPITEC 30%)
✅ Tecnologia: Algoritmo ML para predição falhas em equipamentos submarinos
✅ Redução custos: 15% manutenção preventiva
✅ Economia anual: R$ 12 milhões (Petrobras)
✅ Patentes: 4 depositadas, 1 concedida
✅ Publicações: 18 artigos (Q1/Q2)
✅ Formação: 6 PhDs, 14 mestres
Petrobras: - Tecnologia proprietária (co-titularidade) - Redução custos operacionais - Acesso a expertise UFS
UFS: - Receitas de licenciamento (previsão R$ 200k/ano) - Equipamentos (R$ 2,5 mi) - Fortalecimento P&D petróleo & gás - Visibilidade nacional
🔑 Alinhamento estratégico (Petrobras + UFS)
🔑 Capacidade absortiva mútua
🔑 Governança clara (contrato 120 páginas)
🔑 NITs ativos (Agitte.se)
🔑 Continuidade (5 anos)
graph TB
TT[Transferência<br/>de Tecnologia] --> M[Mecanismos]
M --> F[Formais]
M --> I[Informais]
F --> F1[Licenciamento]
F --> F2[P&D Colaborativo]
F --> F3[Spin-offs]
F --> F4[Parques Tecnológicos]
I --> I1[Mobilidade<br/>Pesquisadores]
I --> I2[Publicações]
I --> I3[Spillovers<br/>Geográficos]
F --> E[Efetividade]
I --> E
E --> B{Barreiras}
B --> B1[Assimetrias<br/>Informacionais]
B --> B2[Capacidade<br/>Absortiva Limitada]
B --> B3[Cultura<br/>Institucional]
E --> Fac{Facilitadores}
Fac --> Fac1[NITs<br/>Competentes]
Fac --> Fac2[Marco Legal<br/>Facilitador]
Fac --> Fac3[Ecossistema<br/>Robusto]
B --> R[TT Ineficaz]
Fac --> S[TT Eficaz]
style TT fill:#003366,color:#fff
style F fill:#0066CC,color:#fff
style I fill:#00A859,color:#fff
style S fill:#00A859,color:#fff
style R fill:#CC0000,color:#fffEfetividade depende de capacidades tanto do licenciador (universidade) quanto do licenciado (empresa). Assimetrias informacionais são principal barreira.
P&D colaborativo > licenciamento isolado. Transferência de know-how corporificado (mobilidade, treinamento) supera documentos.
Empresa sem P&D interno não absorve tecnologia mesmo com licença. Proximidade geográfica facilita, mas não substitui.
Traduzem linguagens, mediam expectativas, constroem confiança entre lógicas institucionais distintas (academia vs. indústria).
Empresas se posicionam próximas a universidades para maximizar absorção via contratação, equipamentos, interações informais.
Lei 13.243/2016 simplificou, mas burocracia, backlog INPI e escassez de VC limitam TT no Brasil.
Como equilibrar missão acadêmica (publicação, ciência aberta) com capitalização de conhecimento (patentes, spin-offs)?
Quais estratégias NITs pequenos podem adotar para superar limitações de capacidade técnica e orçamentária?
De que forma políticas públicas podem estimular capacidade absortiva de PMEs brasileiras?
Como mensurar efetividade de TT além de métricas tradicionais (patentes, royalties)?
AUDRETSCH, D.; FELDMAN, M. (1996). R&D Spillovers and the Geography of Innovation and Production. American Economic Review, 86(3), 630-640.
BOZEMAN, B. (2000). Technology Transfer and Public Policy: A Review of Research and Theory. Research Policy, 29(4-5), 627-655.
BRADLEY, S. et al. (2013). Models and Methods of University Technology Transfer. Foundations and Trends in Entrepreneurship, 9(6), 571-650.
COHEN, W.; LEVINTHAL, D. (1990). Absorptive Capacity: A New Perspective on Learning and Innovation. Administrative Science Quarterly, 35(1), 128-152.
ETZKOWITZ, H. (2003). Research Groups as ‘Quasi-Firms’: The Invention of the Entrepreneurial University. Research Policy, 32(1), 109-121.
GONZÁLEZ, R.; MORENO, B. (2024). Four-Level Framework of University-Industry Interaction. Journal of Technology Transfer (no prelo).
JAFFE, A. et al. (1993). Geographic Localization of Knowledge Spillovers. Quarterly Journal of Economics, 108(3), 577-598.
PERKMANN, M. et al. (2013). Academic Engagement and Commercialisation: A Review. Research Policy, 42(2), 423-442.
Prof. [Seu Nome]
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🔗 lattes.cnpq.br/[seu-lattes]
Universidade Federal de Sergipe
Concurso Público - Gestão da Inovação Tecnológica
UEFS — Propriedade Intelectual e Inovação